Linha do Tempo
A década dos recordes (Anos 80)
A década de 80 levou a Petrobras a superar grandes desafios. Com as bruscas elevações de preços no exterior, o dispêndio de divisas do país com petróleo e derivados aumentou mais de dez vezes, chegando a alcançar a casa dos 10 bilhões de dólares em 1981. Os investimentos nas atividades de exploração e produção, junto ao esforço desenvolvido na área de comercialização, contribuíram para reduzir a dependência energética. Ao final da década, o dispêndio líquido de divisas com importação de óleo e derivados caía para cerca de 3 bilhões de dólares.
Para o desafio de produzir em águas na faixa de 120 metros, a Petrobras valeu-se de tecnologia disponível no exterior. Assim foi implantada a primeira fase de produção da bacia de Campos, que permitiu ao Brasil aumentar substancialmente a produção de petróleo. Ao mesmo tempo, a Petrobras ampliou a utilização dos sistemas antecipados, que trouxeram dois ganhos fundamentais: a possibilidade de antecipar receitas e o domínio gradual da tecnologia de produção submarina. A produção passou, assim, a bater sucessivos recordes, atingindo 675.135 barris diários em dezembro de 1989.
Mas os anos 80 trouxeram boas notícias também para a produção em terra. Em 1988, entrou em operação o campo de Rio Urucu, no Alto Amazonas, descoberto dois anos antes. Foi um verdadeiro marco histórico das atividades da Petrobras na Amazônia, onde a procura de petróleo antecedia a própria criação da empresa.
Na área de refino, as instalações industriais da Petrobras foram adaptadas para atender à evolução do consumo de derivados. Para isso, foi implantado na década de 80 o projeto conhecido como "fundo de barril". Seu objetivo era transformar os excedentes de óleo combustível em derivados como o diesel, a gasolina e o gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha), de maior valor.
Outro marco da década foi a atenção especial dada à preservação do meio ambiente. A Petrobras passou a dedicar grande quantidade de recursos ao treinamento e à educação ambiental, assim como ao desenvolvimento de tecnologias específicas de proteção ao meio ambiente e a adoção de um programa de melhoria da qualidade dos combustíveis.
Confira outros destaques dos anos 80
1980
- Entra em operação a Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, SP
1981
- São instalados na bacia de Campos os Sistemas de Produção Antecipada, com tecnologia desenvolvida pelos técnicos da Petrobras
1982
- Entra em operação o III Pólo Petroquímico, instalado em Triunfo, RS
- Início da operação das primeiras plataformas flutuantes próprias da Petrobras.
- Início da produção dos campos de Bicudo e Parati.
- Início da produção de Bonito, através do primeiro manifold submarino conectado a uma plataforma flutuante.
1983
- Início da produção dos campos de Sul de Pampo e Corvina.
- Início da compressão de gás no campo de Bonito, o primeiro no mundo a operar com plataformas flutuantes.
- Descoberta do campo de Moréia, na bacia de Campos.
1984
- É construído, em São Sebastião (SP), o Centro Modelo de Combate à Poluição no Mar por Óleo, o primeiro do país.
- Descoberta do campo de Albacora, o primeiro campo gigante em águas profundas do país, na bacia de Campos.
- Brasil ultrapassa a marca de produção de 500 mil barris de óleo por dia, tornando-se o terceiro maior produtor da América Latina, atrás somente de México e Venezuela.
1985
- São realizadas as únicas descobertas comerciais efetuadas pelas contratantes de risco: gás natural pela Pecten na bacia de Santos e óleo pela brasileira Azevedo Travassos, na parte terrestre da bacia Potiguar.
- São descobertos os campos de Marlim e Albacora (1984), os primeiros campos gigantes em águas profundas na bacia de Campos.
- Primeira completação submarina sem utilização de mergulho humano, em lâmina d'água de 383 metros, na bacia de Campos, recorde mundial.
- Petrobras produz a metade do petróleo consumido no país.
1986
- É criado o Programa de Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Avançado em Águas Profundas e Ultraprofundas, para viabilizar a produção de óleo e gás em águas superiores aos 1.000 metros, mais tarde estendido aos 2.000 e posteriormente aos 3.000 metros. É consolidado o pioneirismo na exploração e produção em águas profundas, com a perfuração de poços em lâminas d'água superiores a 1.200 metros e produção a profundidades de cerca de 400 metros, o que constitui recorde mundial.
- Início da produção em Moréia.
1987
- Início da produção em Albacora.
- Inauguração do Pólo Nordeste, conjunto de sete plataformas de grande porte, na bacia de Campos.
1988
- A Petrobras supera seu próprio recorde, produzindo petróleo a 492 metros no campo de Marimbá, na bacia de Campos
1989
- É retirado totalmente o chumbo tetraetila da gasolina produzida pela Petrobras.
- Início da produção no campo de Badejo, na bacia de Campos.
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