A Petrobras
Auto–suficiência sustentável

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Alcançar a auto–suficiência sustentável sempre foi uma meta para o Brasil e conseqüentemente para a Petrobras; significa reduzir a vunerabilidade do País às flutuações internacionais do mercado de petróleo, ou seja, a Petrobras tem que sustentar sua produção acima da demanda a longo prazo. A trajetória da Petrobras até o alcance da auto-suficiência foi marcada por altos investimentos em avanços tecnológicos e recordes de perfuração em águas profundas, além do aperfeiçoamento de diversas atividades da Companhia.

Em 1974, descobriu-se a mais importante província petrolífera do país, a Bacia de Campos, um marco rumo à auto-suficiência. Nos anos seguintes a Petrobras recebeu duas vezes o OTC Award, pelas inovações tecnológicas conseguidas no projeto de produção do campo gigante de Roncador, na Bacia de Campos.

No final dos anos 70 a produção média brasileira ainda era de 200 mil barris por dia, enquanto o consumo atingia 1 milhão 115 mil barris/dia. O desafio passou a ser o descobrimento de grandes reservas para aumentar produção, e a Companhia lançou o Plano de Ação do Setor de Petróleo, que estabeleceu recursos para aumentar a produção, já almejando a auto-suficiência.

Nos anos 90 a Petrobras conquistou a posição de maior produtora em águas profundas do mundo, com cerca de 65% da área de seus blocos exploratórios offshore a profundidades de mais de 400 metros, graças a investimentos tecnológicos e programas como o Procap – Programa de Desenvolvimento Tecnológico para Sistemas de Exploração em Águas Profundas-, que tem como objetivo melhorar a competência técnica da companhia na produção de petróleo e gás natural em águas profundas. Os resultados levaram a Companhia a lançar o Procap 2000 e, no ano de 2000, o Procap 3000, com foco na exploração em águas ultraprofundas.

A produção doméstica de petróleo atingiu a marca de 1,54 milhão de barris por dia em 2003, representando cerca de 91% da demanda de derivados do país. A meta de produção nacional estabelecida no Plano Estratégico Petrobras 2015 é de 2,3 milhões de barris por dia em 2010. Para isso, serão implantados 15 grandes projetos de produção de petróleo até o ano de 2008.

PETROBRAS-50

A unidade integra um sistema petrolífero que abriga 34 unidades de produção, fixas e flutuantes, e produz diariamente cerca de 1,4 milhão de barris de óleo. A plataforma é responsável pelo aumento da produção brasileira de óleo e gás em 7%, em 2006,  em breve terá capacidade de comprimir 6 milhões de metros cúbicos diários de gás, além de estocar 1,6 milhão de barris de óleo. Em parceria com a Repsol YPF, que detém 10% do projeto, a Petrobras investiu 1,95 bilhão de dólares para desenvolver o campo. Esse total inclui os gastos com sondas, perfuração, além da conversão do navio, que custou cerca de 650 milhões de dólares.

Previsões para até 2010

Além da P-50, outras três plataformas, de menor porte, entraram em operação em 2006:

P-34 (60 mil barris por dia), no Campo de Jubarte; SSP-300 (20 mil barris por dia), no Campo de Piranema; e a FPSO Capixaba (100 mil barris por dia), no Campo de Golfinho. No mesmo campo, começará a operar em 2007 a FPSO Cidade de Vitória (100 mil barris por dia). Essas plataformas permitiram que a Petrobras chegassse ao fim de 2006 com a produção média diária de 1.910.000 barris - o que supera a demanda nacional de petróleo. A expectativa é de que até 2010, de forma gradativa, a produção média cresça mais do que o consumo ano a ano. No fim de 2008, por exemplo, as projeções indicam que o consumo médio ficará em torno de dois milhões de barris por dia; já a produção chegará ao patamar de 2.100.000 barris por dia.

As projeções para 2010 são ainda mais otimistas. Estima-se que a produção média nacional chegará a 2.300.000 barris diários, enquanto o consumo ficará na casa dos 2.060.000 barris por dia. O Plano de Negócios 2006-2010 prevê investimentos de US$ 28 bilhões na área de exploração e produção para consolidar a auto-suficiência e obter o excedente que nos permitiria até mesmo planejar exportações de óleo ou melhorar a nossa posição de negociação no mercado internacional.

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