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» Programa Prioritário de Termeletricidade – PPT

Concebido com o propósito de assegurar o suprimento de energia nos próximos anos, o PPT foi responsável pela construção de 57 usinas termelétricas, responsáveis, a partir de 2003, por mais da metade da demanda de gás natural no país.

A Petrobras participa diretamente de 29 usinas, com investimentos da ordem de US$ 7 bilhões. Sua participação minoritária é de 25%.

A utilização de turbinas a gás para geração de eletricidade que, já vem sendo empregada por indústrias no mundo inteiro, começa a ocorrer também no Brasil. Curto prazo de implantação, custos menores, segurança operacional e baixo impacto ambiental são algumas características de alta relevância para a implantação das usinas termelétricas que utilizam turbinas a gás.

A Petrobras participa acionariamente de 10 plantas de co-geração, com capacidade para 4.000 megawatts de energia elétrica e 2.400 toneladas/hora de vapor, e de 19 usinas termelétricas que irão gerar 7.000 megawatts.

A co-geração é a produção seqüencial de energia motriz e calor em uma mesma planta, ou seja, a geração de energia elétrica e vapor d'água simultaneamente.

Apesar de ser uma técnica antiga, a co-geração só passou a ter maior destaque a partir da década de 60, com a popularização das turbinas a gás para uso industrial. Em razão disso, a co-geração ficou sendo entendida como uma instalação na qual a energia elétrica é gerada com turbinas a gás. Na verdade, qualquer instalação que gere trabalho e calor simultaneamente é considerada de co-geração.

As usinas de co-geração geram energia elétrica e vapor (energia térmica), usado para consumo próprio da Petrobras. Já as termelétricas geram energia em ciclo combinado. Nesse processo, acontece a produção de vapor, que, por sua vez, é utilizado para gerar mais energia elétrica.

Outra vertente do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) é a geração distribuída, que se tornou crucial para a ampliação da malha de dutos de distribuição, pois melhorará o atendimento às demandas industriais, comerciais e residenciais.

É a autoprodução e a co-geração de energia elétrica por meio de projetos de pequeno porte (até 100 megawatts) ou em sistema de condomínio.

Instituído como programa de Governo, no âmbito do PPT, a geração distribuída é necessária para garantir a qualidade do suprimento, especialmente a curto e médio prazos.

As principais vantagens da adoção do conceito da geração distribuída são:

  • Velocidade de implantação dos projetos;
  • Facilidades de conexão com sistema elétrico, de licenciamento ambiental e de financiamento;
  • Transformação de "clientes finais de consumo" em "geradores de oferta" de energia elétrica;
  • Dispersão ao longo do sistema de distribuição.
Já existem 37 projetos dessa natureza assinados em todo o país.

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