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» Abastecimento
A Petrobras abastece quase toda a demanda do mercado brasileiro por derivados de petróleo - cerca de 1.847 mil barris por dia - bpd de petróleo e LGN 370 mil barris de gás natural.
Além do objetivo de aumentar sua capacidade de produção, de modo a atender a crescente demanda por derivados, a Petrobras precisa enfrentar outro desafio: adaptar suas refinarias de modo a aumentar a taxa de conversão de diferentes tipos de óleo, dentro da já existente estrutura de processamento, eliminando, assim, a dependência da importação. Aqui, os resultados já podem ser observados, graças ao Programa para o Desenvolvimento de Tecnologias Estratégicas para o Refino (Proter), com projetos como FCCHR (Conversão Catalítica Fluida para Resíduos Pesados), que visa transformar resíduos pesados, de baixo valor, em produtos que têm grande demanda no mercado brasileiro, como o óleo diesel, gasolina e GLP assegurando, assim, lucratividade a um setor que, em todo o mundo, opera com baixas margens de lucro.
De acordo com a Petroleum Intelligence Weekly, a Petrobras é a oitava maior companhia no setor downstream - refino, transporte e comercialização.
O termo downstream, na Petrobras, está ligado à boa parte da estrutura operacional da Companhia: são quatorze refinarias, no Brasil, Estados Unidos e Argentina, sendo que no Brasil são onze refinarias com capacidade de produzir 1986 mil bpd, duas fábricas de fertilizantes, uma fábrica de Xisto, extensão total de dutos de 31.089km, 44 terminais, bases e 50 navios (frota própria).
Para manter-se tecnologicamente atualizada, a Petrobras aprimora constantemente suas atividades de downstream, procurando atender ao crescimento do mercado nacional de derivados, às exigências de qualidade dos combustíveis, à segurança do homem, às possibilidades de exportação e aos cuidados com o meio ambiente.
A previsão indica uma média anual de investimento no período 2008-12 de US$ 22,5 bilhões nos segmentos de negócios da Petrobras, sendo que em distribuição a previsão é de US$ 2,6 bilhões de investimento.
O setor de Petroquímica e Fertilizantes prevê investimentos para os projetos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - Comperj; além da criação de uma terceira Unidade de Fertilizantes Nitrogenados; de uma Unidade de polipropileno em Paulínia; da Unidade de Ácido Acrílico em Minas Gerais e uma Unidade de PTA/POY em Pernambuco.
Para o transporte marítimo estão previstos investimentos aplicados no Promef - Programa de Expansão e Modernização da Frota na construção de navios de suprimento de plataformas.
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