PESQUISA E TECNOLOGIA
Cenpes - Centros de Pesquisa
As tecnologias desenvolvidas no Cenpes fazem da Petrobras a empresa que mais gera patentes no Brasil e no Exterior. Somente entre 2004 e 2006, o trabalho dos pesquisadores do Centro - 30% dos quais com graus de mestre e de doutor - resultou em 48 novas patentes no Brasil e 179 em outros países.
Cerca de 500 novos projetos de pesquisa e desenvolvimento estão em andamento, número em constante ascensão, e que deverá aumentar significativamente a partir da expansão de suas instalações, quando sua área será acrescida de 183 mil m².
Hoje em dia o Cenpes conta com mais de 1.800 empregados distribuídos em uma área de 122 mil metros quadrados, o Cenpes conta com 30 unidades-piloto e 137 laboratórios que atendem aos órgãos da Companhia.
A preocupação com a pesquisa tecnológica e a formação de pessoal especializado vem de longe na Petrobras. Antes da criação do Cenpes havia o Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisas de Petróleo (Cenap), em 1955, foi o embrião do atual centro de pesquisa da Companhia, o Cenpes.
O Cenap foi pioneiro na capacitação e especialização de mão-de-obra para a indústria do petróleo.
Na época, a indústria do petróleo ainda engatinhava no Brasil e necessitava de mão-de-obra especializada para se desenvolver. O Cenap foi duplamente pioneiro porque, além de dar início a estas atividades com inúmeros cursos, também marcou os primeiros passos da pesquisa tecnológica na Petrobras.
Na década de 50, as atividades de pesquisa - realizadas até então num laboratório no Rio de Janeiro (RJ) - concentravam-se na área industrial, tendo em vista a política nacional de substituição de importações e a necessidade de instalação do parque de refino brasileiro. Em 1963, foi aprovada a criação de um órgão voltado exclusivamente para as atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Inaugurando uma nova fase de atuação, em 1973 o Cenpes passou a ocupar um conjunto de prédios na Ilha do Fundão, também no Rio de Janeiro, reunindo condições materiais e ambiente adequados às novas prioridades. A partir de 1975, ele recebeu o nome por que é conhecido atualmente - Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Americo Miguez de Mello, ou Cenpes.
A partir de 1976, as atividades de engenharia básica, até então dispersas, passaram a integrar uma área-fim, complementar às de pesquisa e desenvolvimento, implantada no Cenpes. Como órgão coordenador e executor dessas atividades, o Cenpes tem contribuído para o domínio das tecnologias utilizadas pela Companhia e na constante adaptação à realidade brasileira. Isto sem falar em sua atuação em resposta à demanda tecnológica, que não se restringe à utilização de conhecimentos existentes em outros países.
Em 1992, 1% do faturamento bruto da Companhia passou a ser destinado ao Cenpes, o que colocou a Petrobras no rol das companhias que mais investem em pesquisa e desenvolvimento no mundo.
De 1994 a 2004 o Cenpes teve diversos avanços; como o início da operação da primeira plataforma semi-submersível totalmente desenvolvida por técnicos da Companhia, a Petrobras XVIII, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos. O desenvolvimento da tecnologia de tratamento do petróleo nacional com características diferentes do petróleo importado, e o desenvolvimento da nova fórmula do óleo diesel que reduziu em 50% o teor de enxofre. O novo recorde mundial na produção petrolífera em águas profundas, atingindo 1.853 metros de profundidade, no Campo de Roncador (RJ), que levou a Petrobras a conquistar pela segunda vez o Offshore Technology Conference, graças ao projeto de desenvolvimento do Campo de Roncador.
Em 2004 é aprovada a licitação para ampliação do Cenpes, possibilitando o surgimento e o crescimento de novos negócios, num espaço de 183 mil metros quadrados localizado também na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.
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