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Cadeia de Comercialização do GLP




(*) Anuário Estatístico 2006 - Fonte: ANP - www.anp.gov.br

Gás Liquefeito de Petróleo - GLP

O gás liquefeito de petróleo, mais conhecido como GLP, é o produto derivado de petróleo de consumo mais popular. Ele é o combustível de uso doméstico, utilizado principalmente nos fogões residenciais. Por isto, é importante que o consumidor conheça como funciona o mercado deste produto, da produção ao consumidor final e saiba como é formado o seu preço.

Atualmente esse mercado é regulamentado pelas portarias da Agência Nacional do Petróleo - ANP - e pela Lei 9.478/97. Esta lei flexibilizou o monopólio do setor petróleo e gás natural, até então exercido pela Petrobras, e liberou o preço do produtor de GLP em janeiro de 2002.

O GLP pode ser produzido pelas refinarias da Petrobras, por outros refinadores instalados no País, pelas centrais petroquímicas particulares ou, ainda, importado por qualquer empresa autorizada pela ANP. A comercialização do GLP começa com a venda pelo produtor ou importador do produto a granel para as companhias distribuidoras.

As companhias distribuidoras, por sua vez, recebem o combustível através de dutos e revendem uma parcela menor para o segmento industrial, geralmente a granel, utilizando caminhões-tanque. Uma parcela maior é vendida diretamente para clientes dos segmentos comercial, residencial e institucional, a granel ou engarrafado em cilindros ou botijões.

Esses consumidores também compram o GLP já engarrafado nos milhares de pontos de venda varejista. Estes pontos são atendidos pelas companhias distribuidoras que operam no País e sobre as quais a Petrobras, como produtora, não tem ingerência na fixação dos preços.

A forma mais comum de comercialização no varejo é o botijão de 13 kg, destinado exclusivamente ao uso residencial, que responde por cerca de 70% das vendas de GLP no País através dos pontos de revenda.

Vale lembrar que há situações nas quais a Petrobras não participa da cadeia de comercialização do produto. É o caso, por exemplo, do GLP produzido pelas refinarias e centrais petroquímicas privadas, e ainda do produto que venha a ser importado diretamente por outro agente que não a Petrobras.

O preço do GLP comercializado pela Petrobras representa a soma do valor de custo do produto mais os tributos estaduais (ICMS1) e federais (CIDE, PIS/Cofins).

No preço do botijão pago pelos consumidores nos pontos de revenda, além da parcela do produtor ou importador, também estão incluídos os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos pontos de revenda.

Como você vê, o preço final do botijão de GLP é formado por várias parcelas e qualquer alteração, em pelo menos uma delas, terá reflexos, para cima ou para baixo, nos preços para o consumidor final. Mais uma vez é bom lembrar que a Petrobras tem ingerência apenas sobre uma parcela na formação do preço final ao consumidor: o preço do produto nas suas refinarias, sem os tributos e sem margens de distribuição e revenda (veja figura do preço do botijão de 13kg).

Os preços nos postos de revenda de todo o País são monitorados pela ANP por intermédio de pesquisas semanais, cujos resultados podem ser consultados no site da Agência (http://www.anp.gov.br).

Outras informações podem ser obtidas enviando um e-mail para sac@petrobras.com.br ou ligando para 0800 78 9001.


1O ICMS inclui a parcela referente à Substituição Tributária, que é o valor recolhido pela Petrobras referente às operações de venda das distribuidoras para os postos revendedores e destes para o consumidor final.


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