Consumo Nacional de Derivados de Petróleo, Álcool e Gás Natural
O consumo de gasolina alcançou 309 mil bpd em 1997, significando 8,9% de crescimento em relação ao ano anterior e contrastando com a redução do consumo de álcool carburante em 4,9%, que atingiu 210 mil bpd. A continuidade dessa tendência refletiu as transformações recentes do setor automobilístico nacional, enfatizando a substituição gradual da frota de veículos a álcool hidratado por gasolina e o nível recorde de vendas de veículos novos a gasolina (1,82 milhão). O consumo de óleo diesel, produto responsável por cerca de 33,6% da demanda nacional de derivados, atingiu 564 mil bpd, crescendo 5,1% em relação a 1996. Esse desempenho, acima do crescimento da atividade econômica global, refletiu a expansão do setor agrícola, aliada ao crescimento do consumo nas usinas termelétricas das regiões Norte e Centro-Oeste, em face do aumento da demanda e de uma hidrologia desfavorável. O crescimento de 8,3% no consumo de querosene de aviação, que atingiu 73,2 mil bpd, deveu-se à continuidade do aumento do tráfego aéreo, cujo segmento internacional foi particularmente favorecido pela estabilidade da moeda. O consumo de GLP cresceu 3,3% em 1997, situando-se em 197,9 mil bpd. O consumo de nafta petroquímica foi de 204 mil bpd, com um incremento de 22,1% em relação ao ano anterior. Tal crescimento deveu-se às paradas operacionais da Petroquímica União (PQU) e da Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) para obras de expansão em 1996 e à produção praticamente a plena carga em 1997.
O consumo de gás natural foi de 16,7 milhões de m3 por dia, representando um acréscimo de 10,8% em relação a 1996, sustentado principalmente pelo aumento da produção de gás natural na Bacia de Campos. O aumento da demanda de derivados implicou a necessidade de maior importação de derivados de petróleo, só não tendo sido maior porque foram concluídas as expansões das refinarias Landulpho Alves e Paulínia. |