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Mercado Nacional de Derivados de Petróleo
e Gás Natural
O consumo nacional de derivados de petróleo,
em 1998, atingiu 100,9 milhões de metros cúbicos (equivalentes
a 1,74 milhão de bpd). Isso representa um acréscimo
de 3,7% em relação ao ano anterior, quando houve uma
elevação de quase 8% da demanda. Essa taxa menor do
crescimento do consumo de derivados foi influenciada pelas dificuldades
econômicas e financeiras enfrentadas pelo País no segundo
semestre de 1998, que limitaram a expansão da atividade econômica.
O consumo de gasolina alcançou 18,9 milhões de metros
cúbicos (326 mil bpd) em 1998, o que significa um crescimento
de 5,2% em relação a 1997. Esse desempenho reflete as
transformações recentes do setor automobilístico
nacional, enfatizando a tendência gradual de substituição
da frota de veículos a álcool hidratado por gasolina
a frota nacional de veículos movidos por esse carburante
aumentou quase 9% em 1998.
O consumo de óleo diesel produto responsável
por cerca de 35% da demanda nacional de derivados atingiu 35,1
milhões de metros cúbicos (605 mil bpd), crescendo 6,6%
em relação a 1997. Esse desempenho, superior aos crescimentos
da atividade econômica e do consumo dos demais derivados, é
conseqüência da maior mecanização agrícola,
do aumento de obras públicas (Programa Brasil em Ação,
do Governo Federal) e do forte incremento do consumo de diesel na
geração elétrica na Região Norte.
O
consumo de óleo combustível caiu 0,2%, atingindo 13,8
milhões de metros cúbicos (238 mil bpd), resultado da
queda do nível de atividade industrial em 1998 e da substituição
desse derivado, na indústria de cimento, por coque de petróleo
importado.
O crescimento de 6,9% no consumo de querosene de aviação,
que atingiu 4,5 milhões de metros cúbicos (78 mil bpd),
deve-se à continuidade do aumento do tráfego aéreo
nacional e internacional.
O consumo de GLP cresceu 4,2% no ano, ficando na faixa de 12 milhões
de metros cúbicos (207 mil bpd), impulsionado principalmente
pelo aumento do consumo no setor industrial.
O consumo de nafta petroquímica foi de 11,7 milhões
de metros cúbicos (202 mil bpd), caindo 1,2% em relação
ao ano anterior. A venda de gás natural foi de 10,8 milhões
de metros cúbicos por dia, representando um acréscimo
de 3,7% em relação a 1997.
  
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