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Novos negócios e parcerias
As mudanças
institucionais do setor petróleo no País determinaram
o redirecionamento na forma de atuação da Petrobras,
agora competindo com outras empresas em todos os segmentos da indústria
do petróleo no Brasil.
O ano de 1998 consolidou o novo contexto legal do setor petróleo
e gás natural. Para a Companhia, os negócios firmados
por meio de diversas parcerias com empresas nacionais e estrangeiras
foram um destaque no decorrer do ano.
Na área de exploração e produção
de óleo e gás natural, a Petrobras selecionou 44 blocos
de exploração, 23 de desenvolvimento da produção
e 56 de revitalização da produção para
o estabelecimento de parcerias operacionais com empresas nacionais
e internacionais. O quadro abaixo apresenta os blocos que já
são objeto de Acordos de Participação e aguardam
a autorização da Agência Nacional do Petróleo
para a cessão de direitos dos contratos de concessão
aos novos parceiros. Em 31 de dezembro, estavam em negociação
25 blocos exploratórios ou de desenvolvimento da produção
e 14 áreas para revitalização da produção,
compreendendo 41 campos de petróleo.
Blocos selecionados para Acordos de Participação
(firmados em 1998)
| Blocos |
Bacias |
COMPANHIAS
OPERADORAS/PARCEIRAS (1)
|
| BES-3 |
Espírito Santo |
PETROBRAS (35%), YPF (30,966%), SANTA FÉ (19,084%),
NORBAY (9,75%),
PETROSERV (3,25%), SOTEP (1,95%) |
| BCAM-2 |
Camamu |
PETROBRAS (40%), COASTAL (40%), UNOCAL (10%), IPIRANGA
(10%) |
| BAS-97 |
Camamu |
PETROBRAS (40%), COASTAL (40%), UNOCAL (10%), IPIRANGA
(10%) |
| BTUC-1 |
Tucano |
PETROBRAS (35%), PEREZ COMPANC (35%), KERR-McGEE (30%) |
| SES-107 |
Sergipe |
PETROBRAS (25%), Union Pacific Resources (67,5%), TDC
(7,5%) |
| BPOT-2 |
Potiguar |
PETROBRAS (40%), SANTA FÉ (38,56%), YPF (19,64%),
SOTEP (1,80%) |
| CARAÚNA |
Potiguar |
PETROBRAS (20%), SANTA FÉ (51,41%), YPF (26,19%),
SOTEP (2,40%) |
Nota: (1) A companhia operadora do consórcio é apresentada
em negrito.
Na área de geração termoelétrica, está
em negociação a implantação de usinas
com capacidade total superior a 3.000 MW, com entrada em operação
prevista entre os anos 2000 e 2002, destacando-se os projetos de co-geração,
utilizando-se como combustíveis gás natural e/ou resíduo
asfáltico.
No âmbito do programa de implantação de centrais
termoelétricas, foram escolhidos os parceiros para as centrais
que serão instaladas nas refinarias Landulpho Alves, na Bahia,
e Presidente Bernardes e Paulínia, ambas em São Paulo,
estando, atualmente, em fase de contratação do financiamento.
A capacidade instalada nas três centrais termoelétricas
é de 2.030 MW. Também foram definidas as implantações
de mais quatro centrais nas refinarias Duque de Caxias, no Rio de
Janeiro, Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, Henrique
Lage, em São Paulo, e na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados,
na Bahia, com capacidade total de 1.450 MW.
Na área de gás natural, a Petrobras definiu sua participação
na termoelétrica do Pecém, no Ceará, e assinou
acordo com a Shell em contrato de 1998, visando à importação
de gás natural liquefeito e à implantação
de termoelétrica em Pernambuco, cujos estudos conjuntos estão
em andamento. No Espírito Santo, prosseguiram as negociações
com a Escelsa (produção de gás natural e implantação
de termoelétrica) e a Companhia Vale do Rio Doce (implantação
de termoelétricas).
Na área de refino, foram identificados os projetos a serem
desenvolvidos em parceria, bem como a forma de realização
dos negócios. Entre eles destacam-se o Conjunto de Hidrorrefino
para Lubrificantes e Combustíveis na Refinaria Duque de Caxias,
no Rio de Janeiro, e as unidades de propeno da Refinaria Gabriel Passos,
em Minas Gerais, e da Refinaria Henrique Lage, em São Paulo.
Na área de transporte, a Companhia foi contactada por diversas
empresas interessadas em participar de projetos de dutos e de terminais.
Em julho de 1998, a Petrobras e a Distribuidora de Produtos de Petróleo
Ipiranga S.A. firmaram Memorando de Entendimentos com o objetivo de
analisar a formação de uma joint venture em logística
de distribuição de derivados.
Cabe ainda destacar os projetos do Pólo Gás Químico
do Rio de Janeiro - em parceria com os Grupos Suzano, Unipar e Petroquímica
da Bahia -, do Complexo Petroquímico do Planalto Paulista -
com as empresas OPP Petroquímica S.A. e Elekeiroz S.A. - e
do Projeto Mega - com a YPF e a Dow Chemical -, para o processamento
de gás natural na Argentina e abastecimento do mercado nacional.
  
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