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Petrobras Gás S.A. Gaspetro
Em
maio de 1998, a Petrofértil teve sua razão social alterada
para Petrobras Gás S.A. (Gaspetro). Seu objetivo social passou
a ser a produção, o comércio, a importação,
a exportação, a armazenagem, o transporte e a distribuição
de gás natural, de gás liquefeito de petróleo
e de gases raros de quaisquer origens; de fertilizantes, suas matérias-primas
e produtos correlatos; de energia termoelétrica; de sinais
de dados, voz e imagem por meio de sistemas de comunicação
por cabo e rádio; bem como a prestação de serviços
técnicos e administrativos relacionados a tais atividades.
Em 1998, a Petrobras, por intermédio de seu Serviço
de Engenharia, concluiu a construção do trecho norte
do Gasoduto Bolívia-Brasil, entre Santa Cruz de La Sierra,
na Bolívia, e Campinas, em São Paulo, com 1.970 quilômetros
de extensão. A partir de 1999, com a inauguração
desse trecho, estará disponível, inicialmente, um volume
médio de 4,1 milhões de metros cúbicos por dia
de gás natural para os estados de Mato Grosso do Sul e São
Paulo.
A conclusão do trecho sul, entre Campinas, em São Paulo,
e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com 1.180 quilômetros
de extensão, está prevista para o final de 1999, quando
o gás boliviano chegará aos estados do Paraná,
de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, abastecendo o País
com um volume inicial de 9,1 milhões de metros cúbicos/dia.
O
gasoduto será operado pela Transportadora Brasileira Gasoduto
Bolívia-Brasil (TBG), cujo controle acionário pertence
à Gaspetro (99,98%).
Outro projeto de grande porte conduzido pela Gaspetro é o gás
natural de Urucu para geração termoelétrica,
que vai garantir a geração de 930 MW na Amazônia
Legal, utilizando cinco milhões de metros cúbicos/dia
de gás natural, oriundos dos campos de Urucu e de Juruá,
na Bacia do Solimões, no Alto Amazonas. Em 1998, foi concluída
a construção do gasoduto que liga Urucu a Coari, às
margens do rio Solimões, com 280 quilômetros de extensão.
Além disso, está prevista a implantação
de um gasoduto ligando Coari a Manaus, com 420 quilômetros de
extensão, e um gasoduto de 500 quilômetros de Urucu a
Porto Velho para abastecer as usinas termoelétricas já
existentes e a se instalar que atenderão aos sistemas
de Manaus e localidades vizinhas, e ao sistema interligado de Rondônia
e do Acre.
Em parceria com a iniciativa privada, será construído,
como parte do projeto de importação de gás natural
da Argentina, o Gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre, com 615 quilômetros
de extensão e capacidade para transportar até 12 milhões
de metros cúbicos por dia de gás natural. O gasoduto
deverá entrar em operação no final do ano 2000
e será interligado ao Gasoduto Bolívia-Brasil nas proximidades
de Porto Alegre.
A Gaspetro, juntamente com a Petrobras, detém 25% da Nordeste
Energia S.A, companhia responsável pela construção
da Usina Termoelétrica de 240 MW, com operação
prevista para o final do ano 2000 e consumo estimado em 1,1 milhão
de metros cúbicos/dia de gás natural, a ser instalada
no porto de Pecém, no Ceará. O sócio majoritário
no empreendimento é a Nordeste Energia Participações
S.A., constituída por Texaco do Brasil S.A. e Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN).
Segundo as demonstrações financeiras consolidadas, o
lucro líquido do exercício atingiu o montante de R$
112,23 milhões, equivalentes a R$ 1,29 por lote de mil ações.
Esse resultado deriva-se, basicamente, de receitas financeiras oriundas
de títulos da dívida pública (NTN-P), remanescentes
das moedas alternativas recebidas nas alienações das
participações acionárias da Petrofértil,
no âmbito do Programa Nacional de Desestatização
(PND).
  
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