Projetos comunitários regionais


Cada estado, uma história. Cada estado, um esforço. A seguir exemplos de projetos regionais de apoio à comunidade.

Água no Nordeste/Chafariz Comunitário

Alfabetização Solidária

Projeto Clicar

Estação Ciência

Ressocialização por meio da arte

Coleta Seletiva



Água no Nordeste/Chafariz Comunitário

O que há de comum entre água e petróleo? A Petrobras descobriu uma afinidade entre estes dois geradores de energia. Quando a Companhia perfura o solo em busca de petróleo e só encontra água, o poço é entregue à comunidade, por intermédio de órgãos públicos ou instituições particulares. Só no Rio Grande do Norte e no Ceará, 225 poços foram cedidos a prefeituras e órgãos estaduais e federais. A Gerência de Exploração e Produção do Rio Grande do Norte e Ceará assinou convênios com os municípios de Mossoró, Upanema, Assu, Macau, Apodi e Guamaré, no Rio Grande do Norte, e Aracati, no Ceará. O acesso à água está mudando a vida de gente humilde e trabalhadora, gerando uma fonte nova de energia: a energia da esperança.

A Petrobras vem atuando também em Sergipe para reduzir os efeitos da seca. Em parceria com o governo estadual, estão sendo perfurados poços em Aracaju e municípios vizinhos para ampliar o abastecimento de água, num total de 1,3 milhão de metros cúbicos por mês.

O acesso fácil à água está mudando a vida de gente humilde, como o agricultor aposentado Raimundo Tenório, 71 anos, pai de nove filhos, morador de Passagem da Pedra, distrito de Mossoró:

"Antes da chegada da água, todos os moradores só tomavam água salobra. Água de melhor qualidade só em Mossoró, a quilômetros de distância, e no lombo de burro ou na carroça. Hoje nós agradecemos a Deus e também à Petrobras, que perfurou poços para matar a sede da gente."

Ou do pescador João Esteves da Silva, 63 anos:

"Passei a vida toda carregando água. Depois da construção do chafariz a vida da comunidade mudou. Agora a vida está boa".

Ou de José Gomes da Silva, 64 anos, pai de 10 filhos:

"Nós sofríamos aqui em Serra Vermelha. Pagávamos por uma água que não chegava para matar a nossa sede".

Alfabetização Solidária

Aprender a ler é descobrir um mundo novo. O programa Comunidade Solidária, com o apoio da Petrobras, alfabetizou centenas de brasileiros em 1998. A Companhia adotou os municípios de Coari e Carauari, no interior do Amazonas, financiando a capacitação e o trabalho de 20 alfabetizadores e dois coordenadores. Ao longo de oito meses, divididos em dois cursos, 750 pessoas aprenderam a ler nessas duas localidades. Quinhentos brasileiros, com idades entre 14 e 60 anos, foram alfabetizados em Coari e 250 em Carauari.

"Fiquei muito feliz quando consegui escrever o meu nome e também ler alguma coisa. Parece que a gente está vivendo em outro mundo."
Maria Cristina Costa e Silva, agricultora, 45 anos.

Projeto Clicar

"Onde clica, Tia?" A pergunta de um menino de rua inspirou o nome desse projeto, que, por intermédio da informática, permite o acesso ao conhecimento das ciências e das artes. Desde janeiro de 1996, crianças e adolescentes de rua são convidados a freqüentar a Estação Ciência, da Universidade de São Paulo (USP), onde softwares criativos introduzem as técnicas da computação. O Clicar, desenvolvido pela USP e pela organização não-governamental Centro de Estudos e Pesquisa da Criança e do Adolescente (Cepeca), com o apoio da Petrobras, atendeu, no ano passado, a 340 jovens e crianças entre seis e 17 anos. A maioria não freqüenta escolas e tem no Clicar, talvez, seu único elo formal com a educação.

Estação Ciência

Professores e estudantes de 1¼ e 2¼ graus, além do público em geral, têm acesso gratuito à exposição permanente de petróleo, instalada no centro de divulgação científica da Universidade de São Paulo. O objetivo é oferecer à população a possibilidade de travar contato com o universo da ciência. Em 1998, a Estação Ciência recebeu 72.600 visitantes, entre estudantes e professores.

Ressocialização por meio da arte

Outro universo que também desperta motivações pedagógicas é o da arte. Pensando nisso, o Centro de Reabilitação Integrada e Amparo ao Menor (Criam) e a organização não-governamental Paidós, com o apoio da Petrobras, desenvolvem um trabalho de educação artística com 40 menores infratores privados de liberdade, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Os jovens, com idade entre 12 e 18 anos, cumprem pena por assalto, furto ou envolvimento com drogas. Três vezes por semana, recebem aulas de pintura, nas quais expressam livremente sua visão de mundo e, assim, são respeitados como cidadãos em busca de uma nova oportunidade. O responsável pelo programa, o artista plástico Antônio Veronese, explica que as aulas têm finalidade terapêutica. "Não quero produzir pintores, mas esperança".

"Não quero mais viver como bicho. Graças a Deus, estou aqui hoje estudando, aprendendo pintura. Agora estou sendo registrado e vou me chamar Luís Carlos".
Ratinho, 17 anos.

Coleta Seletiva


A idéia do projeto Coleta Seletiva é recolher o lixo reciclável e trocá-lo por alimentos a serem distribuídos em comunidades carentes. Inspirado na campanha contra a fome e a exclusão social, do sociólogo Herbert de Souza, Betinho, o programa é uma iniciativa da área de Exploração e Produção da Bacia de Campos. Desde o seu início, em janeiro de 1996, foram distribuídas mais de 2.500 cestas básicas – equivalente a 40 toneladas de alimentos.