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Projetos culturais
Investir
na área cultural é aprender a valorizar o patrimônio
de um país. As manisfestações culturais, nas mais
variadas expressões, revelam passado, presente e as tendências
para o futuro.
Exposições
A exposição dos trabalhos de Salvador Dalí foi
a maior mostra da obra do artista catalão já realizada
no Brasil. Quadros, esculturas, fotografias e jóias de Dalí
foram expostos no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro (de
24 de março a 24 de maio), no Museu de Artes de São Paulo
(de 9 de junho a 9 de agosto) e no Museu da Pampulha, em Belo Horizonte
(de 27 de agosto a 4 de outubro). A mostra seguiu o êxito de exposições
também patrocinadas pela Petrobras, como as de Rodin e Monet.
Outras exposições significativas em 1998 foram a Teoria
dos Valores, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e na Casa
França-Brasil, no Rio de Janeiro; XXIV Bienal de São Paulo
Sala Francis Bacon, de outubro a dezembro; Caixa de Folia: O
Brasil de Mário de Andrade, no Museu da República, e Retrospectiva
Lygia Clark, no Paço Imperial, ambas no Rio de Janeiro; e Niemeyer
90 anos, no Pavilhão Manuel da Nóbrega, em São
Paulo. Vale destacar ainda a segunda fase da mostra O Brasil de Portinari,
que percorreu todas as capitais do País.
A parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) tem gerado bons
resultados. Os projetos patrocinados pela Companhia voltaram-se para
as exposições atividade de maior interesse entre
os dois milhões de freqüentadores do CCBB no ano passado.
O Centro Cultural apresentou as exposições de Siron Franco,
Peter Greenaway (também no Sesc Vila Mariana, em São Paulo),
Franz Weissmann e o Rio Jamais Visto.
Patrimônio
O Palácio Gustavo Capanema, um dos símbolos da arquitetura
modernista no Rio de Janeiro, está ganhando vida nova. A restauração,
patrocinada pela Petrobras, prosseguiu em 1998 neste prédio,
construído entre 1937 e 1945 a partir de projeto original de
Le Corbusier e sob a responsabilidade dos arquitetos Lúcio Costa
e Oscar Niemeyer. O Palácio abriga pinturas de Guignard, Pancetti
e pinturas e azulejos de Portinari. Os jardins são de Burle Marx.
A Companhia financiou, também, a restauração do
automóvel Protos, que pertenceu ao Barão do Rio Branco,
o conjunto arquitetônico do Arquivo Nacional, na Praça
da República do Rio de Janeiro, que faz parte do programa de
recuperação do patrimônio histórico para
a comemoração dos 500 anos do Descobrimento.
Música
Orquestra Petrobras Pró-Música
Há 11 anos, a Orquestra Petrobras Pró-Música viaja
pelo Brasil, realizando concertos gratuitos para as camadas pobres da
população, que raramente têm acesso à música
erudita. Composta por 65 instrumentistas, a orquestra está presente
nas trilhas sonoras de filmes como Carlota Joaquina, O Guarani e O Cangaceiro,
produções que contaram com o patrocínio da Companhia.
A orquestra realiza, em média, 20 concertos por ano.
Seis e Meia
Oferecer o melhor da música popular brasileira a preços
populares, em local de fácil sucesso. Essa é a receita
bem-sucedida do projeto Seis e Meia, que há mais de dez anos
lota o Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no centro
do Rio de Janeiro.
Cinema
A parceria da Petrobras com o cinema nacional continuou gerando frutos
no ano passado. Os longas-metragens Policarpo Quaresma e Navalha na
Carne estão entre os filmes que contaram com o apoio da Companhia,
juntando-se à extensa lista de longas de qualidade, como Quatrilho,
O que É Isso, Companheiro, Guerra de Canudos, Carlota Joaquina,
O Guarani e Tieta, produzidos com o patrocínio da Petrobras.
No esporte, 1998 trouxe de volta aos campos de futebol e às telas
os documentários do Canal 100. Isso sem falar nos projetos Escola
no Cinema, Animamundi e MostraRio. Entre novembro de 98 e janeiro de
99, a Petrobras promoveu o evento Cinema Novo e Além, no Museu
de Arte Moderna de São Paulo, com a exibição de
75 filmes 60 longas e 15 curtas e médias-metragens.
Poesia
A 1» Mostra da Poesia Carioca teve a participação de 700
trabalhos. O ganhador do Troféu Moacyr Félix foi Márcio
Martins Leão, com o poema Avenida Rio Branco. Em segundo lugar
ficou Mauro Menezes, com Obituário, e em terceiro, Raquel Ponte,
autora de O Segredo das Garças.
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