Segurança e Meio Ambiente

Preservar o meio ambiente é preservar a vida

A preocupação com a segurança industrial constitui uma tradição nos 45 anos de vida da Companhia. O trabalho de exploração, produção, transporte, refino e distribuição de petróleo sempre foi uma atividade de risco. A Petrobras exerce suas atividades respeitando as normas de segurança industrial e meio ambiente internacionais.

Em 1998, os investimentos em meio ambiente somaram cerca de R$ 180 milhões. A recuperação do enxofre dos gases provenientes do processo de refino e o hidrotratamento do querosene de aviação e do óleo diesel na Refinaria de Paulínia, em São Paulo, consumiram R$ 77 milhões, e o hidrotratamento na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, em São Paulo, outros R$ 4,5 milhões.

Também merecem destaque a ampliação do sistema de tratamento de despejos industriais líquidos da Refinaria Gabriel Passos, em Betim, Minas Gerais (R$ 5,4 milhões) e a recuperação de áreas atingidas pela exploração e produção no Recôncavo Baiano (R$ 7,3 milhões). Na área de produção do Rio Grande do Norte e Ceará, foram investidos R$ 20 milhões em obras e instalações industriais voltadas para o meio ambiente e licenciamento ambiental, como a substituição de oleodutos e a implantação de estações de tratamento de efluentes líquidos. As obras executadas obedeceram a rígidos padrões de segurança e qualidade.

A ênfase no desenvolvimento auto-sustentável e o cuidado com a segurança industrial estendem-se às regiões vizinhas. Em diversas refinarias, são oferecidos programas de treinamento aos empregados e à população sobre educação ambiental, prevenção de acidentes, riscos industriais e organização de planos para situações de emergência.

A pesquisa e a proteção aos seres vivos


Projeto Peixe-Boi

Baleia Jubarte

Projeto Tamar

Preservação da Ararajuba

Reflorestamento de encostas

Projeto Pomar


A preservação de espécies ameaçadas também faz parte dos cuidados da Petrobras com o meio ambiente, por meio do suporte fornecido a diversos projetos específicos.

Projeto Peixe-Boi

Este projeto estuda o comportamento desse mamífero em seu habitat, com o objetivo de contribuir para sua preservação, dando apoio às áreas de proteção ambiental do delta do Parnaíba, no Piauí, da Costa dos Corais, em Alagoas, e do rio Uatumã, no Amazonas. Hoje, uma das principais causas do encalhe de filhotes de peixe-boi é o assoreamento dos estuários dos rios. O projeto tem apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Universidade de São Paulo, entre outras instituições.

Baleia Jubarte

O arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, é o santuário dessa espécie. De julho a novembro de 1998, época de reprodução, os pesquisadores navegaram duas mil milhas náuticas entre a foz do rio Doce, no Espírito Santo, e o litoral de Porto Seguro, na Bahia, observando 798 baleias jubarte e sete francas em 62 dias de cruzeiro. Depois de novembro, as baleias reiniciam a migração rumo à Antártida.

O projeto Baleia Jubarte, que completou dez anos em maio de 1998, pretende também conscientizar os turistas para a importância de proteger esses mamíferos, sobretudo durante o período de reprodução. Em maio e junho, o projeto participou da Expo 98, em Portugal.

Projeto Tamar

Com o objetivo de preservar as tartarugas marinhas ao longo da costa brasileira, desde 1980 a Petrobras e o Ibama atuam na defesa desses animais, ameaçados de extinção. Após 18 anos de trabalho, o projeto Tamar possui 23 estações de proteção em mais de mil quilômetros de praias. Os resultados são dignos de orgulho: dois milhões de filhotes de tartarugas marinhas foram liberados ao mar.Cetáceos
O projeto dedica-se ao estudo dos mamíferos do mar e à educação ambiental das colônias de pescadores e dos estudantes de Angra dos Reis e São João da Barra, ambos municípios do estado do Rio de Janeiro. Em parceria com a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza, o projeto investiga, desde 1991, o comportamento e a biologia desses animais em seu habitat e analisa o impacto de atividades como a pesca e o turismo, por exemplo, entre os golfinhos.

Preservação da Ararajuba

Esse projeto consiste na criação em cativeiro da ararajuba, ave tipicamente brasileira, ameaçada de extinção. Constam ainda do projeto: levantamento de dados biológicos, estabelecimento de roteiros para estudos em áreas naturais e execução de um plano de manejo que garanta a sobrevivência da espécie. O projeto é feito em convênio com a Fundação RioZOO.

Reflorestamento de encostas

O programa tem o objetivo de estudar as espécies nativas e o reflorestamento de áreas degradadas das encostas do reservatório de Saracuruna, na Mata Atlântica, em Duque de Caxias (RJ). Um convênio entre a Refinaria Duque de Caxias e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro fornece apoio técnico-científico ao plano diretor de áreas verdes da refinaria.

Projeto Pomar

O Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande – Iedbig procurou a Petrobras, que ali tem instalado o Terminal Marítimo Almirante Maximiano da Fonseca, que em suas operações busca sempre zelar pelo meio ambiente. Desta parceria, surgiu o convênio que permitiu a construção, pela Petrobras, do Laboratório de Larvicultura, em terreno do terminal, que permite, hoje, desenvolver e distribuir matrizes para repovoar a baía. O "Coquille Saint Jacques" é desenvolvido em 60 fazendas marinhas, localizadas na Baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, proporcionando emprego a centenas de pessoas.

O objetivo do projeto é estender a iniciativa para além da Baía da Ilha Grande, bem como desenvolver métodos de cultivo para a criação de peixes, lulas e mariscos e de outros frutos do mar, como ostras e mexilhões, disseminando-se o cultivo de um alimento rico em proteínas e pobre em colesterol. O desejo dos idealizadores, com o apoio da Petrobras, é que a costa brasileira se transforme numa grande fazenda marinha.