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Petrobras anuncia primeiro grande projeto de produção de gás da Bacia de Santos
Fonte: Gerência de Imprensa – 25.07.2006
A Petrobras anunciou a aprovação do Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica (EVTE) do maior projeto de produção de gás natural da Bacia de Santos: o desenvolvimento do pólo de gás de Mexilhão. O EVTE abrange o projeto básico e os processos de contratação dos sistemas marítimos de produção e de escoamento de gás, incluindo uma plataforma. O projeto, anunciado durante a inauguração da sede administrativa da primeira Unidade de Negócio de Exploração e Produção da empresa no Estado de São Paulo, prevê a produção de até 15 milhões de m³ de gás por dia e 20 mil barris/dia de condensado de gás natural.
O Pólo Mexilhão, considerado estratégico para o abastecimento de gás do país, é um dos cinco complexos de produção a serem implantados na Bacia de Santos. Ele prevê a instalação de uma megaplataforma posicionada entre o campo de Mexilhão e uma unidade de tratamento de gás a ser construída no município de Caraguatatuba. O projeto está orçado em US$ 2 bilhões. Os contratos para a construção da unidade de tratamento de gás já estão sendo definidos pela companhia e serão anunciados oportunamente.
Pela sua posição geográfica, o complexo de produção e tratamento definido agora foi dimensionado para receber o gás produzido no campo de Mexilhão e, no futuro, de outras áreas da Bacia de Santos. Nessa bacia, que começa em Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro, e termina nas proximidades de Florianópolis, em Santa Catarina, serão desenvolvidos, no futuro, outros quatro pólos de produção.
O campo de Mexilhão está localizado no litoral de São Paulo, a cerca de 160 quilômetros da costa e a uma lâmina d’água (profundidade entre a superfície e o leito do mar) entre 320 e 550 metros.
A plataforma fixa Mexilhão 1 (PMXL-1), que receberá o gás e o condensado produzidos pelo pólo, será uma superestrutura de 230 metros de altura, equivalente ao dobro da altura da sede da Petrobras no Rio de Janeiro, um edifício de 26 andares. Ela começará a operar no primeiro semestre de 2009, produzindo entre 8 e 9 milhões de m³/dia de gás. E atingirá sua capacidade máxima, que é de 15 milhões de m³/dia, em dois a três anos de operação.
A Mexilhão 1 será instalada numa lâmina d’água de 172 metros de profundidade, a aproximadamente 20 quilômetros do campo, e escoará a produção por um duto de 34 polegadas e 146 quilômetros de extensão até à Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA).
A unidade de tratamento será instalada em módulos. Cada módulo terá capacidade para processar 7,5 milhões de m³ de gás por dia. Essa unidade também está dimensionada para tratar, no futuro, o gás proveniente de outras áreas da Bacia de Santos. Com o desenvolvimento gradual da produção, novos módulos serão instalados. Depois de processado na UTGCA, o gás será despachado para o município de Taubaté, a cerca de 100 quilômetros de Caraguatatuba, onde passa o gasoduto Campinas-Rio, que está em fase de construção.
BACIA DE SANTOS: MAIS GÁS PARA O BRASIL
A Petrobras e seus parceiros deverão investir cerca de US$ 18 bilhões, nos próximos 10 anos, em atividades de exploração e desenvolvimento da produção na Bacia de Santos. Já a partir do segundo semestre de 2008, a Companhia espera acrescentar cerca de 12 milhões de m3/dia de gás produzidos na Bacia de Santos. Até o final de 2010, esse volume deverá elevar-se para aproximadamente 30 milhões de m3/dia, contribuindo significativamente para reduzir a dependência nacional do gás importado. Com a exploração da UN BS, a companhia irá criar 1.200 empregos diretos e cerca de 10.000 indiretos, fortalecendo a indústria paulista.
A Bacia de Santos está localizada na porção sudeste brasileira, sob águas do litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, passando pela costa de São Paulo e do Paraná, e pela parte norte do litoral de Santa Catarina. Ela se estende por uma área de cerca de 352 mil km2, dos quais 151 mil km2 (43%) estão localizados em lâminas d’água de até 400 metros e 201 mil km2 (57%) entre 400 e 3.000 metros. Dos 352 mil km2 dessa bacia, a Petrobras e seus parceiros detêm 40.663 km2 de concessões exploratórias. Cerca de 52% da área sob concessão localizam-se no Estado de São Paulo. O restante está situado nos estados do Rio de Janeiro (35%), Santa Catarina (7%) e Paraná (6%).
Plano Diretor - O Plano Diretor para Desenvolvimento da Produção de Gás Natural e Petróleo da Bacia de Santos prevê cinco pólos de produção na área:
Merluza - Localizado no Estado de São Paulo, a cerca de 200 Km de Santos, o pólo Merluza produz atualmente 1,2 milhão de m3/dia de gás e 1.600 barris por dia de condensado. Ali serão implantados novos projetos:
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Ampliação da produção da plataforma Merluza -1 (campos de Merluza, Lagosta e a área do poço SPS-25), que passará a produzir 2,5 milhões de m3/dia de gás em 2008;
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Instalação da plataforma Merluza-2, com capacidade para 8 milhões de m3/dia de gás e 25 mil bpd de óleo e condensado.
Este pólo tem potencial para atingir uma produção de 9 a 10 milhões de m3/dia de gás em 2010.
Mexilhão - Também localizado no Estado de São Paulo, a cerca de 140 Km do Terminal de São Sebastião, esse pólo terá capacidade para produzir até 15 milhões de m3/dia de gás e 20 mil bpd de óleo e condensado. O principal projeto desse pólo, que inclui o campo de Mexilhão e a área de Cedro, produzirá de 8 a 9 milhões de m3/dia de gás a partir do segundo semestre de 2008. A capacidade total desse pólo deverá ser atingida no início da próxima década, com a entrada em produção de novas áreas localizadas no entorno e em horizontes mais profundos de Mexilhão. Integrada aos projetos de ampliação do Pólo Merluza e de desenvolvimento do Pólo Mexilhão, a Petrobras deverá instalar uma Planta de Tratamento de Gás em Caraguatatuba (SP).
BS-500 - O desenvolvimento desse pólo, localizado no Estado do Rio de Janeiro, a cerca de 160 Km da capital, prevê a instalação de sistemas de produção de gás e óleo. Ele deverá produzir, no futuro, cerca de 20 milhões de m3/dia de gás e de 150 a 200 mil bpd de óleo.
Sul - Este pólo está situado à cerca de 200 Km da costa dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Nele já opera a plataforma de Coral, localizada no Paraná, que produz, atualmente, 9 mil bpd de óleo. Ainda nesse pólo, a partir de 2008, deverá entrar em operação o campo de Cavalo-Marinho, localizado em Santa Catarina, com produção estimada próxima à de Coral. O Plano Diretor da Bacia de Santos prevê a implantação de novos projetos para o Pólo Sul, estimando-se uma produção futura de cerca de 140 mil bpd de óleo e de 3 milhões de m3/dia de gás.
Centro - A fase atual do desenvolvimento desse pólo, que está situado a cerca de 250 Km da costa dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, ainda é exploratória. A Petrobras aposta no grande potencial dessa área, também denominada de “cluster” da Bacia de Santos. Confirmada a expectativa dessa área, uma das possibilidades de aproveitamento da produção local será o envio do gás para a plataforma de Mexilhão e sua transferência para tratamento na planta de Caraguatatuba. A produção da Bacia de Santos contribuirá decisivamente para a consolidação do mercado brasileiro de gás natural e para a auto-suficiência no abastecimento de petróleo do país.
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